Ambiente feliz e a organização, é possível descrever?


Por Tereza Karam

O conceito de felicidade é bastante subjetivo, pois aquilo que deixa uma pessoa feliz, pode não gerar o mesmo sentimento noutra pessoa. Fica difícil materializar a organização dos espaços criando um ambiente feliz? Aqui temos um certo desafio! Então, por onde começar?

Podemos começar, identificando o ‘Perfil de Personalidade’ das pessoas que habitam aquele espaço. Como o subjetivo foi materializado no ambiente? Então, temos um ingrediente fundamental para um bom trabalho de organização: conhecer de gente!

Não basta aplicar técnicas de organização! É preciso contextualizá-las!

Do livro La Buena Vida – Visita guiada a las casas de la modernidad de Iñaki Ábalos, separei os espaços residencias de três personalidades distintas, para  mostrar a importância de contextualizar ambiente feliz.

Durante a formação em Psicologia entrei em contato com filósofos, entre eles Heidegger. Esta é uma das casas que vamos conhecer!

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A cabana em Todnauberg na Selva Negra – Alemanha – 1968

Heidegger (1889-1976) foi um dos pensadores fundamentais do século XX pela recolocação do problema do ‘ser’ e pela refundação da ‘ontologia’ dentro da filosofia. Para ele, ao redor do sujeito existencial gravita tudo o que é familiar. Os objetos e a casa são materialização de uma vida que se desenvolve através de um tempo existencial, não cronológico. Passado, presente e futuro são experimentados desde a própria subjetividade. A casa deste sujeito, que questiona a si mesmo, é algo mais do que um lugar neutro. Nela habita quem pensa sobre si mesmo e este pensamento por sua vez, habita na casa. O ambiente feliz é revelado pela simplicidade na organização dos espaços!

Como seria a casa de Pablo Picasso? Ou melhor, as casas, pois tinha várias habitações: California, Cannes, Riviera Francesa, Notre Dame, Château de Vauvenargues.

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Nas diferentes casas a mesma forma de habitar

Pablo Picasso (1881 – 1973) foi um pintor espanhol, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que passou a maior parte da sua vida na França. Conhecido por ser cofundador do cubismo. Suas residências eram desarrumadas e anárquicas, mostrando claramente um perfil emocional vivido com desordem e despreocupação próprias de uma criança. O ambiente feliz é revelado pelo excesso de estímulos visuais na organização dos espaços!

Que tal entrar na subjetividade de Andy Warhol (1928 – 1987)? Empresário, pintor, cineasta norte-americano e maior figura do movimento pop art.

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A Fábrica em New York – 1965

Um lugar que se intitula em si mesmo como uma casa aberta, intensamente frequentada. Um lugar de festa e trabalho, que nega a exclusão e a marginalização. Neste espaço interagiram miseráveis e afortunados. Escolhido para ser o local onde produziu-se arte para museus e música para as massas. O glamour teatral de Andy Warhol deu ao loft o prestígio de um arquétipo que, condensa em si  a tradição da comunidade e o ambiente undergroud dos anos 60. O ambiente feliz é revelado pela irreverência na organização dos espaços!

Dica da Tere: para criar um ambiente feliz é preciso respeitar seu perfil de personalidade.

Personal Organizer Curitiba é com a Dica da Tere, especialista em organização! Ensina você desde como organizar a casa, até criar um ambiente feliz!

 

 

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