A busca pela docilidade ambiental


Por Tereza Karam

Você já parou para pensar o quanto o ambiente onde está inserido, influencia seu humor? Procure sentir e então identificar, se existe prazer ou desprazer em estar. O ambiente físico provoca excitação impelindo ao movimento, ou não excitação? Você sente-se em posição de dominância ou subserviência? A busca pela docilidade ambiental é fundamental para que nesta relação simbiótica com o ambiente, possamos restaurar nosso ser e assim, sentir a felicidade vibrando.

Ao longo de nossa existência, as demandas serão naturalmente alteradas assim, precisamos senti-las buscando equilíbrio no ambiente:

  • um bebê está a caminho
  • a saída da casa dos pais
  • um casamento
  • o home-office
  • uma limitação física
  • o envelhecimento
  • um novo local de trabalho

Por docilidade, entende-se a qualidade de ser dócil, aptidão, facilidade em aprender, brandura, bondade. E assim, a docilidade ambiental pode ser percebida quando, otimizamos nossas capacidades individuais, aumentamos nosso desempenho, sentindo a totalidade do nosso ser existindo:

  • Quando sentimos prazer em estar naquele ambiente urbano ou natural.
  • Quando somos impelidos a dar o melhor de nós com criatividade na produção de algo inovador, ou foco na concentração para diminuir erros, ou excitação para resolver problemas.
  • Quando sentimos que estamos caminhando em direção ao nosso propósito e somos protagonistas de nossas vidas, utilizando os dons e talentos.

A Psicologia Ambiental, tem demonstrado com seus estudos a interdependência que nós, seres humanos, temos do espaço físico onde estamos inseridos, seja na casa, bairro, cidade e país. Naturalmente, desenvolvemos uma relação afetiva com o ambiente e estabelecemos um território emocional, onde falar de uma pessoa é falar do lugar, e vice-versa. A gerontologia ambiental, estudando sobre a docilidade ambiental na velhice, comprova inclusive por efeitos fisiológicos através de eletroencefalograma, que o ambiente onde estamos inseridos afeta consideravelmente nosso funcionamento.

Como estão os ambientes onde você passa horas?

Você sabe o que faz sentir-se produtivo e feliz?

Você procura conscientemente, ambientes dóceis para se reestruturar quando cansado, frustrado ou raivoso?

Apesar de nos considerarmos seres pensantes – muito influenciados pelo filósofo Descartes “Penso, logo existo!” – somos também, seres instintivos, lutando pela nossa sobrevivência e muito influenciados pelas nossas emoções.

A Dica da Tere é você se deixar levar pelas emoções e tentar sentir os ambientes.

Está prazeroso? Permaneça mais tempo.

Está angustiante? O que pode fazer a respeito? Mudar a cor, disposição do mobiliário, colocar mais plantas naturais?

Os estudos comprovam que a reestruturação física, mental e emocional é mais rápida em ambientes naturais, como jardins e bosques. Por este motivo, as plantas e flores nos ambientes urbanos estão em alta, inclusive ajudando na fitorremediação em ambientes fechados.

E quando precisamos dividir espaços de um mesmo ambiente, com pessoas com demandas distintas?

O que podemos fazer quando os talentos e o prazer de existir e utilizar o ambiente, são distintos?

Neste momento é importante preservar a individualidade e também, fazer acordos nas áreas de uso comum.

A docilidade ambiental em áreas laborais, pode ser desenvolvida respeitando o espaço caracterizado pela organização da mesa onde a pessoa trabalha, com seu layout próprio e pessoalidade com fotos, canecas e materiais de escritório personalizados.

Numa família, com pessoas de várias idades e demandas distintas,  a docilidade ambiental pode existir na organização dos quartos preservando a individualidade e nos acordos de uso das áreas comuns.

A inter-relação com o meio em que estamos inseridos é tão intenso, que a gerontologia ambiental identificou o sentimento de enraizamento como um fator importante para manter os idosos onde eles criaram sua história: “A casa é uma das maiores forças de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem.” (Terkeli, 1995).

Fui criada por pais com demandas distintas, uma mãe com habilidades manuais e “dedo verde”, pois cultiva horta e flores com resultados incríveis.

A docilidade ambiental para ela, envolve a manutenção da casa nos espaços internos e na ampla área verde.

E um pai poeta, escritor, apaixonado por pesquisa literária e cinéfilo.

Membro atuante do Centro Paranaense de Letras e Academia Paranaense de Poesia.

A docilidade ambiental para meu pai é sentida por um espaço onde ele pode produzir silenciosamente, sem interrupções, a qualquer momento das 24 horas, incluindo a madrugada.

E um amplo espaço interno para organizar seu acervo de filmes

Residindo no mesmo ambiente e construindo uma história de 50 anos, a docilidade ambiental passa também, por um ambiente para receber e interagir com filhos e netos.

Momento de lazer em casa com filhos e netos num jogo de mesa.

Dica da Tere: respeite suas demandas pessoais e busque a docilidade ambiental, sentindo o prazer de “florescer” onde você está “plantado”, mesmo que temporariamente.

Precisando de ajuda para organizar, decorar e criar identidade em seu residência ou empresa?

Entre em contato!

A Psicologia Ambiental, ensina você a criar um ambiente emocional interno equilibrado e um espaço físico organizado e feliz, respeitando seu Perfil de Personalidade.

 

Deixe sua Resposta