A individualidade num espaço familiar


Por Tereza Karam

Quando chegamos neste mundo, nosso ser necessita dos cuidados e amparos de uma família e ficamos sujeitos aos níveis hierárquicos, valores, hábitos e poder aquisitivo do ambiente em que estamos inseridos. Na medida em que crescemos, em especial após os 7 anos, vamos criando uma existência independente e desejando um dia, ter a nossa casa e a nossa individualidade. Será possível um equilíbrio entre a individualidade e a convivência em família? 

Talvez este seja o primeiro dilema quando estamos crescendo e nos apropriando de nossa existência, o dilema entre satisfazer desejos, gostos e necessidades individuais, quando ainda não temos idade e muito menos poder aquisitivo, para vivenciar estas demandas do nosso ser.

A  inquietação, que não sabemos bem de onde vem, mas existe!

Os pedidos, muitas vezes negados!

  • poder ouvir determinado gênero musical em volume alto
  • ler durante à noite com uma iluminação que não incomode quem dorme perto
  • espalhar brinquedos pelo quarto, sala e corredor criando um mundo imaginário, com suas próprias regras
  • ter e poder brincar com um bichano de estimação
  • mergulhar num mundo solitário, onde a mente cria e recria ideias que não podem ser interrompidas
  • cultivar coleções de objetos ou pequenos insetos ou plantas vivas que pedem espaço, luz natural e água
  • uma tela grande para seus jogos digitais com desafios hercúleos ou somente para apreciar filmes

São inúmeros os desejos que acabam sendo suprimidos neste dilema familiar onde pais, filhos, avós e à vezes até mesmo primos, convivem. Mas a intenção de achar um espaço para sua individualidade sempre vai existir, até porque a impressão digital nos dedos, nunca se repete.

Diante desta realidade, alguns optam por não gerar encrenca e com um bom poder aquisitivo, criam espaços individuais que mais se caracterizam por uma família coabitando entre várias paredes e um teto, do que uma família com locais para interação.

Espaço individual num quarto de adolescente (Foto: Google Celeiro de Móveis)

 

Quarto individual para menina-moça (Foto: Google Celeiro de Móveis)

Mas é possível respeitar a individualidade, na medida em que as crianças vão crescendo e mostrando seus desejos, e também, criar espaços de uso comum, onde as atividades de lazer serão negociadas e os limites começarão a ser internalizados. Limites são bem vindo na convivência social e mais tarde, no mundo corporativo!

Irmãs dividindo o Espaço de leitura e brinquedos

 

Sala para convívio familiar onde as atividades devem ser negociadas

O dilema entre existir buscando prazeres, bem sob medida, e a convivência na socialização com outras pessoas, sempre existirá. Mas a busca por um equilíbrio é possível e saudável.

Dica da Tere: ouça as emoções e necessidades, não importa a idade, mas também se flexibilize, crie espaços e rotinas para interação com família e amigos, vivendo embaixo do mesmo teto.

A Psicologia Ambiental ensina você a criar um ambiente emocional interno equilibrado e um espaço físico organizado e feliz, respeitando seu perfil de personalidade.

 

1 Resposta


  • Betinho -boa esperança,MT Brasil // // Resposta

    Muito bom! alimento para nosso projeto! acredito surpreender uma oficina mecânica compartilhada com a natureza.rsrsrsrs.maos a obra!

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